sexta-feira, 15 de junho de 2007
quarta-feira, 13 de junho de 2007
subdivisoes
As Honduras são divididas em 18 departamentos:
Atlántida
Choluteca
Colón
Comayagua
Copán
Cortés
El Paraíso
Francisco Morazán
Gracias a Dios
Intibucá
Ilhas da Bahia
La Paz
Lempira
Ocotepeque
Olancho
Santa Bárbara
Valle
Yoro
Os departamentos estão subdivididos em 298 municípios
Atlántida
Choluteca
Colón
Comayagua
Copán
Cortés
El Paraíso
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Gracias a Dios
Intibucá
Ilhas da Bahia
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Lempira
Ocotepeque
Olancho
Santa Bárbara
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Yoro
Os departamentos estão subdivididos em 298 municípios
quarta-feira, 6 de junho de 2007
NICARAGUA
Maior país da América Central, malgrado a pequenez de seu território, a Nicarágua é um exemplo típico dos males e esperanças compartilhados por outras nações da América Latina: um passado atormentado por guerras civis, intervenções estrangeiras e pobreza, e um presente de muitas incertezas quanto ao futuro.
A Nicarágua, com uma superfície de 131.670km2, limita-se ao norte com Honduras, ao sul com a Costa Rica, a leste com o mar do Caribe, parte do Atlântico, e a oeste com o Pacífico.
Geografia física
Geologia e relevo. De sudeste para noroeste, a Nicarágua é atravessada por um trecho da cordilheira Centro-Americano, formada por dobramentos do período terciário. Suas ramificações recebem nomes locais, como as cordilheiras Isabelia e Dariense, no centro-norte, e Huapí, Amerrique e Yolaina, no sudeste. As montanhas são mais altas no norte, e o pico Mogotón (2.103m), na cordilheira Entre Ríos, é o ponto culminante do país. A atividade sísmica é freqüente no país, com terremotos às vezes devastadores.
Junto ao litoral do Pacífico, há uma faixa montanhosa com cerca de quarenta vulcões, alguns ativos. Os mais altos são o San Cristóbal (1.780m), o Concepción (1.557m) e o Momotombo (1.360m). Entre os vulcões e as cordilheiras do centro do país há uma zona baixa com numerosos lagos, entre eles o Manágua e o Nicarágua.
A região leste do país é constituída de planícies e planaltos erodidos, formados principalmente de sedimentos recentes. No litoral atlântico, na chamada Costa dos Mosquitos, são muitos os manguezais e as lagunas.
Clima. A Nicarágua apresenta clima tropical, de temperaturas altas durante todo o ano. A média anual, de 27o C no litoral do Pacífico e 26o C no do Atlântico, só decresce (18o C) nas montanhas do norte. A média de precipitações é de 1.910mm por ano no oeste, aonde a estação seca vai de dezembro a abril. A costa atlântica, devido aos ventos alísios de nordeste, apresenta totais pluviométricos muito elevados, que chegam a 6.588mm anuais em San Juan Del Norte. A estação seca na região dura apenas de março a maio.
Hidrografia. Afora o Negro e o Estero Real, poucos rios se destacam na vertente do Pacífico. A do Atlântico tem cursos mais longos e caudalosos, entre eles os rios Coco, Prinzapolca, Grande de Matagalpa, Escondido e San Juan.
O oeste é uma região de muitos lagos. O Nicarágua (8.157km2), o maior da América Central, separa-se do Pacífico por uma faixa de 18 km no ponto mais estreito, e deságua no Atlântico pelo rio San Juan, que nele nasce. Possui numerosas ilhas, entre elas a de Ometepe, com o vulcão Madeiras, e liga-se ao lago Manágua (1.049km2) pelo rio Tipitapa. Outros lagos são o Apoyo, Jiloá e Tiscapa, todos de origem vulcânica.
Flora e fauna. A floresta tropical recobre a porção oriental do país. Espécies subtropicais aparecem nos planaltos. No oeste, predominam a floresta tropical decídua e as savanas.
Crocodilos, tartarugas, lagartos e cobras habitam as zonas quentes e úmidas. Nas florestas encontram-se cervídeos, macacos, caititus e felinos como o puma e a onça. Há grande variedade de aves terrestres e aquáticas, roedores e insetos.
População
A maior parte dos habitantes da Nicarágua é formada por mestiços, sobretudo os de índios com brancos. Há minorias de brancos, de negros, estes, sobretudo no litoral do Caribe, e de índios remanescentes dos povos ameríndios. A população, desigualmente distribuída, concentra-se na área dos lagos, onde estão as maiores cidades e indústrias.
Manágua, a capital, é a maior cidade do país. Outros centros urbanos importantes são León, Masaya, Granada e Chinandega, no oeste; Matalgalpa, Estelí, Juigalpa e Jinotega, nas montanhas do centro da Nicarágua; e, no litoral do Caribe, Bluefields e Puerto Cabezas.
O idioma oficial é o espanhol. Alguns grupos comunicam-se em inglês ou em línguas indígenas.
Economia
Agricultura, pecuária e pesca. A economia da Nicarágua é basicamente agrícola. Os produtos mais importantes, em grande parte destinados à exportação, são café e algodão. Também se cultivam milho, cana-de-açúcar, sorgo, banana, arroz e trigo.
A pecuária é uma fonte importante de couro, carne e laticínios no oeste e de carne no leste. O setor expandiu-se após a segunda guerra mundial, mas os conflitos da década de 1980 alteraram essa tendência, pois muitos fazendeiros reduziram seus rebanhos ou se fixaram em países vizinhos. A expansão da silvicultura também se interrompeu como conseqüência desses conflitos. A pesca oceânica, fluvial e lacustre emprega técnicas tradicionais.
Energia e mineração. A Nicarágua tem grande potencial hidrelétrico e sua mais importante usina é a do rio Tuma. Há jazidas de minério de ferro, chumbo e cobre, entre outros minerais, mas as únicas atividades extrativas importantes são a do ouro e -- em menor proporção -- a do cobre.
Indústria. Pouco industrializada, a Nicarágua produz, sobretudo alimentos e bebidas: açúcar refinado, óleos vegetais, cerveja e rum. Também possui refinarias de petróleo e indústrias têxteis.
Transportes. O sistema de transporte se concentra no oeste do país. Estradas interligam a maioria das cidades, mas algumas ficam intransitáveis na época das chuvas. A rodovia Pan-Americana atravessa o país e o liga a Honduras e Costa Rica. O sistema ferroviário conecta as cidades de Corinto, Chinandega, León, Manágua, Masaya e Granada.
A navegação, intensa nos lagos e entre as ilhas interiores, também é praticada em alguns rios. Os principais portos marítimos são San Juan Del Sur e Puerto Sandino, no Pacífico, e Puerto Cabezas e Bluefields, no Caribe. O principal aeroporto fica a 11 km de Manágua. Puerto Cabezas também tem aeroporto.
História
À época da descoberta, habitavam a costa do Pacífico índios de cultura nahua (asteca), os nicaraos, de cujo nome deriva a palavra Nicarágua. Na costa leste viviam os mosquitos, de cultura chibcha.
Descoberta e fase colonial. Em sua última viagem à América, Cristóvão Colombo chegou à foz do rio San Juan em 16 de setembro de 1502. Em 1522, Gil González Dávila, vindo do Panamá, chegou a atravessar o lago Nicarágua, mas foi expulso pelos nativos. A colonização só se iniciou em 1524, com a vinda de Francisco Hernández de Córdoba -- preposto de Pedrarias Dávila, governador do Panamá --, que fundou as cidades de Granada e León.
Pedrarias foi nomeado governador da Nicarágua em 1527. Em seguida, a colônia passou sucessivamente da jurisdição da audiência de Panamá à de Los Confines, Honduras e, em 1570, à da Guatemala. Após um breve ciclo de extração de ouro, a economia progrediu lentamente. Logo surgiu uma intensa rivalidade entre as cidades coloniais de León, sede administrativa e centro intelectual liberal, e Granada, centro agrícola de aristocracia conservadora, enriquecida pelo comércio com a Espanha, feito pelo rio San Juan.
Entre os séculos XVI e XVII, ambas as cidades coloniais foram vítimas de ataques de piratas. No fim do século XVIII, a Grã-Bretanha exercia um virtual protetorado sobre índios e zambos do litoral do Caribe, onde se criara a comunidade de Bluefields. Apesar dos ataques e de alguns terremotos devastadores, a colônia prosperou nesse período. Em 1786, as províncias da Nicarágua, da Costa Rica e a alcaidaria-mor de Nicoya foram reunidas para constituir a intendência da Nicarágua.
Independência. Por influência dos movimentos revolucionários do México e de El Salvador, em 1811 ocorreu em León e estendeu-se a Granada uma revolta dominada sem muita violência. Em 1821, a capitania geral da Guatemala proclamou-se independente. Granada manteve-se integrada ao novo país, mas León declarou sua independência. Em 1822, as duas cidades uniram-se ao império mexicano. Granada, porém, insurgiu-se antes da abdicação de Agustín de Iturbide (1823) e proclamou a república.
Em 1826, mediante uma primeira constituição, toda a Nicarágua integrou-se às Províncias Unidas da América Central, federação de que se afastou em 1838. Em 12 de novembro desse ano, no governo de José Núñez, promulgou-se nova constituição que definia a Nicarágua como um estado soberano e independente.
Intervenções estrangeiras. Na intenção de abrir, entre o lago Nicarágua e o Pacífico, um canal que desse acesso ao Atlântico pelo San Juan, em 1848 os britânicos voltaram a ocupar a foz daquele rio. Os Estados Unidos tinham igual interesse e, poucos anos depois, Cornelius Vanderbilt implantou na Nicarágua um sistema de barcos e veículos terrestres que permitia passar de um oceano a outro.
Em 1850, os dois países comprometeram-se a respeitar a independência da área e a neutralidade do canal, se fosse construído, o que não ocorreu.
As lutas entre os liberais de León e os conservadores de Granada permitiram que, em 1856, o aventureiro americano William Walker chegasse à presidência da Nicarágua. Foi, porém, deposto em 1857 pelo esforço conjunto dos países limítrofes, de Vanderbilt e dos liberais, que o haviam contratado para tomar Granada.
A partir de 1857, sucederam-se vários presidentes conservadores até 1893. Nessa fase, de relativa paz, instalou-se a capital em Manágua, o que aliviou os conflitos entre León e Granada; o Reino Unido devolveu a costa oriental, que se tornou reserva indígena autônoma; iniciou-se o cultivo do café; e construiu-se a ferrovia Granada-Corinto.
No governo do liberal José Santos Zelaya (1893-1909) estabeleceu-se a jurisdição nicaraguana sobre a reserva dos mosquitos.
Tutela americana. A insolvência financeira da Nicarágua motivou a intervenção dos Estados Unidos, que forçaram Zelaya a renunciar e não reconheceram seu sucessor, José Madriz. Os americanos passaram a controlar a alfândega, o banco central e as ferrovias do país. A humilhação nacional levou à revolução de 1912, sufocada por fuzileiros navais americanos, que contribuíram para manter o presidente conservador Adolfo Díaz no governo até 1917. Seus sucessores, Emiliano Chamorro (1917-1921) e Diego Manuel Chamorro (1921-1923), também receberam apoio americano.
Uma nova intervenção ocorreu em 1926, quando Adolfo Díaz, em seu segundo período presidencial (1926-1928), pediu a ajuda dos fuzileiros. Os líderes liberais José María Moncada, Juan Bautista Sacasa e César Augusto Sandino lançaram-se à guerrilha, mas os primeiros recuaram ante a promessa americana de garantir eleições livres. Somente Sandino manteve a luta contra a ocupação.
Família Somoza. Moncada (1928-1933) e Sacasa (1933-1936) exerceram a presidência. Com a retirada dos fuzileiros (1933), Sandino depôs as armas e reconciliou-se com Sacasa, mas foi assassinado em 1934 por ordem do general Anastasio (Tacho) Somoza García, sobrinho de Sacasa e comandante da Guarda Nacional criada pelos americanos na gestão de Díaz.
Eleito presidente em 1937, durante vinte anos Somoza controlou a política do país, diretamente ou por interpostas pessoas. Assassinado em 1956, foi substituído pelo filho Luís Somoza Debayle (1957-1963). René Schick Gutiérrez (1963-1966), morto no exercício da presidência, foi sucedido por Lorenzo Guerrero Gutiérrez (1966-1967), a que se seguiu Anastasio (Tachito) Somoza Debayle, irmão mais novo de Luís.
Aproveitando-se do terremoto que, em 1972, arrasou Manágua, Somoza obteve do Congresso poderes ilimitados. Cresceram a oposição e a guerrilha, esta movida pela Frente Sandinista de Liberación Nacional (FSLN). O assassinato, em janeiro de 1978, do líder oposicionista Pedro Joaquín Chamorro, diretor do mais importante jornal do país, La Prensa, gerou protestos e greves que culminaram na guerra civil.
Em 22 de agosto de 1978, sandinistas chefiados por Edén Pastora, o Comandante Zero, tomaram o Palácio Nacional, em Manágua, e mais de mil reféns. Somoza teve que atender às exigências dos guerrilheiros e acabou por renunciar, em 17 de julho de 1979. Asilou-se nos Estados Unidos e depois no Paraguai, onde foi assassinado em 1980. A guerra civil custou mais de trinta mil vidas e destroçou a economia do país.
Regime sandinista. A Junta de Reconstrução Nacional revogou a constituição, dissolveu o Congresso e substituiu a Guarda Nacional pelo Exército Popular Sandinista.
Até que se elaborasse nova carta, promulgou-se um Estatuto de Direitos e Garantias. Nacionalizou-se a indústria em grande parte e introduziu-se um sistema de planificação central. Desapropriaram-se as grandes extensões de terras da família Somoza e as grandes fazendas improdutivas.
O estreitamento das relações com países do bloco comunista fez com que, em 1981, os Estados Unidos suspendessem a ajuda econômica à Nicarágua. Enquanto os moderados protestavam contra o adiamento das eleições e passavam à oposição, cerca de dois mil antigos membros da Guarda Nacional, os "contras", baseados em Honduras e com o apoio dos Estados Unidos, desencadearam ataques guerrilheiros à Nicarágua.
A eles aderiram os mosquitos, contrários às medidas para sua integração.
Em novembro de 1984 realizaram-se eleições presidenciais e para uma assembléia constituinte, com o boicote de boa parte da oposição. Eleito com mais de sessenta por cento dos votos, o líder da FSLN Daniel Ortega assumiu a presidência em janeiro de 1985. A FSLN também obteve a maioria das cadeiras da Assembléia Constituinte. Em janeiro de 1987, promulgou-se a nova constituição.
Prosseguiam, contudo, a luta dos "contras" e os atritos com os Estados Unidos, que os esforços do chamado Grupo de Contadora (México, Venezuela, Panamá e Colômbia) não conseguiram extinguir. Em 1987 e 1988 firmaram-se em Esquipulas, na Guatemala, acordos para o desenvolvimento de um plano destinado a desarmar e repatriar os "contras" baseados em Honduras.
Em 1988, depois de libertar quase dois mil ex-membros da Guarda Nacional, Ortega assinou uma lei de reforma eleitoral que incluía a realização de eleições amplas e livres em 1990, e uma nova lei de imprensa que garantia maior participação dos oposicionistas nos meios de comunicação.
Para supervisionar as eleições, criou-se o Supremo Conselho Eleitoral, com três membros sandinistas e dois da oposição. Simultaneamente, contudo, o presidente americano George Bush autorizou nova ajuda aos "contras" e prorrogou o embargo comercial contra a Nicarágua até a realização das eleições livres.
Em 1990, com apoio dos Estados Unidos, Violeta Barrios de Chamorro, viúva do líder assassinado em 1978, venceu as eleições presidenciais. A transição do poder foi pacífica e seguiram-se acordos de desarmamento e cessar-fogo, apesar da relutância de algumas facções.
Segundo a constituição de 1987, a Nicarágua é uma república presidencialista unicameral, com uma assembléia nacional de 92 membros eleitos por voto direto para mandatos de seis anos. A carta, que também consagra os princípios de pluralismo político e economia mista, também reconhece os direitos socioeconômicos da população. Administrativamente, o país se divide em 16 departamentos.
Sociedade e cultura
O governo sandinista realizou intenso esforço nas áreas de educação e saúde. Com os conflitos na década de 1980, porém, reverteram-se alguns avanços sociais. Na área educacional, uma das conquistas foi o aumento dos índices de escolarização e alfabetização. O ensino superior conta com uma universidade em Manágua e a Universidade Nacional, em León.
Não há religião oficial na Nicarágua, mas a imensa maioria da população é católica. Há também minorias de protestantes morávios, batistas, episcopais e pentecostais. A comunidade judaica é reduzida.
A literatura nicaragüense projetou-se no mundo com o modernista Rubén Darío, considerado um dos maiores poetas hispano-americanos. Destacaram-se depois Santiago Argüello, Antonio Medrano, Salvador Sacasa, José Teodoro Olivares, Azarias Pallais, Salomón de la Selva e Alfonso Cortés. Hernán Robleto escreveu o famoso romance Sangre en el trópico, la novela de la intervención yanqui en Nicaragua (1930).
Em 1928, surgiu o grupo de poetas Vanguarda, que conciliava o nacionalismo revolucionário, o humorismo iconoclasta e a fé católica. Seus principais representantes foram José Coronel Urtecho, o fundador, Pablo Antonio Cuadra e Joaquín Pasos. A partir da década de 1960, os poetas Ernesto Mejía Sánchez e, sobretudo, Ernesto Cardenal exerceram grande influência.
No romance, salientaram-se Juan Felipe Toruño, Fernando Silva Espinosa, Sergio Ramírez e Fernando Centena Zapata. Na música, José de la Cruz Mena é o nome mais importante. As manifestações artísticas mais destacadas dos índios que habitavam a Nicarágua são as cerâmicas decoradas. León e Granada conservam muitos edifícios antigos. Os principais museus são o Nacional, em Manágua, e o Tenderi, em Masaya
A Nicarágua, com uma superfície de 131.670km2, limita-se ao norte com Honduras, ao sul com a Costa Rica, a leste com o mar do Caribe, parte do Atlântico, e a oeste com o Pacífico.
Geografia física
Geologia e relevo. De sudeste para noroeste, a Nicarágua é atravessada por um trecho da cordilheira Centro-Americano, formada por dobramentos do período terciário. Suas ramificações recebem nomes locais, como as cordilheiras Isabelia e Dariense, no centro-norte, e Huapí, Amerrique e Yolaina, no sudeste. As montanhas são mais altas no norte, e o pico Mogotón (2.103m), na cordilheira Entre Ríos, é o ponto culminante do país. A atividade sísmica é freqüente no país, com terremotos às vezes devastadores.
Junto ao litoral do Pacífico, há uma faixa montanhosa com cerca de quarenta vulcões, alguns ativos. Os mais altos são o San Cristóbal (1.780m), o Concepción (1.557m) e o Momotombo (1.360m). Entre os vulcões e as cordilheiras do centro do país há uma zona baixa com numerosos lagos, entre eles o Manágua e o Nicarágua.
A região leste do país é constituída de planícies e planaltos erodidos, formados principalmente de sedimentos recentes. No litoral atlântico, na chamada Costa dos Mosquitos, são muitos os manguezais e as lagunas.
Clima. A Nicarágua apresenta clima tropical, de temperaturas altas durante todo o ano. A média anual, de 27o C no litoral do Pacífico e 26o C no do Atlântico, só decresce (18o C) nas montanhas do norte. A média de precipitações é de 1.910mm por ano no oeste, aonde a estação seca vai de dezembro a abril. A costa atlântica, devido aos ventos alísios de nordeste, apresenta totais pluviométricos muito elevados, que chegam a 6.588mm anuais em San Juan Del Norte. A estação seca na região dura apenas de março a maio.
Hidrografia. Afora o Negro e o Estero Real, poucos rios se destacam na vertente do Pacífico. A do Atlântico tem cursos mais longos e caudalosos, entre eles os rios Coco, Prinzapolca, Grande de Matagalpa, Escondido e San Juan.
O oeste é uma região de muitos lagos. O Nicarágua (8.157km2), o maior da América Central, separa-se do Pacífico por uma faixa de 18 km no ponto mais estreito, e deságua no Atlântico pelo rio San Juan, que nele nasce. Possui numerosas ilhas, entre elas a de Ometepe, com o vulcão Madeiras, e liga-se ao lago Manágua (1.049km2) pelo rio Tipitapa. Outros lagos são o Apoyo, Jiloá e Tiscapa, todos de origem vulcânica.
Flora e fauna. A floresta tropical recobre a porção oriental do país. Espécies subtropicais aparecem nos planaltos. No oeste, predominam a floresta tropical decídua e as savanas.
Crocodilos, tartarugas, lagartos e cobras habitam as zonas quentes e úmidas. Nas florestas encontram-se cervídeos, macacos, caititus e felinos como o puma e a onça. Há grande variedade de aves terrestres e aquáticas, roedores e insetos.
População
A maior parte dos habitantes da Nicarágua é formada por mestiços, sobretudo os de índios com brancos. Há minorias de brancos, de negros, estes, sobretudo no litoral do Caribe, e de índios remanescentes dos povos ameríndios. A população, desigualmente distribuída, concentra-se na área dos lagos, onde estão as maiores cidades e indústrias.
Manágua, a capital, é a maior cidade do país. Outros centros urbanos importantes são León, Masaya, Granada e Chinandega, no oeste; Matalgalpa, Estelí, Juigalpa e Jinotega, nas montanhas do centro da Nicarágua; e, no litoral do Caribe, Bluefields e Puerto Cabezas.
O idioma oficial é o espanhol. Alguns grupos comunicam-se em inglês ou em línguas indígenas.
Economia
Agricultura, pecuária e pesca. A economia da Nicarágua é basicamente agrícola. Os produtos mais importantes, em grande parte destinados à exportação, são café e algodão. Também se cultivam milho, cana-de-açúcar, sorgo, banana, arroz e trigo.
A pecuária é uma fonte importante de couro, carne e laticínios no oeste e de carne no leste. O setor expandiu-se após a segunda guerra mundial, mas os conflitos da década de 1980 alteraram essa tendência, pois muitos fazendeiros reduziram seus rebanhos ou se fixaram em países vizinhos. A expansão da silvicultura também se interrompeu como conseqüência desses conflitos. A pesca oceânica, fluvial e lacustre emprega técnicas tradicionais.
Energia e mineração. A Nicarágua tem grande potencial hidrelétrico e sua mais importante usina é a do rio Tuma. Há jazidas de minério de ferro, chumbo e cobre, entre outros minerais, mas as únicas atividades extrativas importantes são a do ouro e -- em menor proporção -- a do cobre.
Indústria. Pouco industrializada, a Nicarágua produz, sobretudo alimentos e bebidas: açúcar refinado, óleos vegetais, cerveja e rum. Também possui refinarias de petróleo e indústrias têxteis.
Transportes. O sistema de transporte se concentra no oeste do país. Estradas interligam a maioria das cidades, mas algumas ficam intransitáveis na época das chuvas. A rodovia Pan-Americana atravessa o país e o liga a Honduras e Costa Rica. O sistema ferroviário conecta as cidades de Corinto, Chinandega, León, Manágua, Masaya e Granada.
A navegação, intensa nos lagos e entre as ilhas interiores, também é praticada em alguns rios. Os principais portos marítimos são San Juan Del Sur e Puerto Sandino, no Pacífico, e Puerto Cabezas e Bluefields, no Caribe. O principal aeroporto fica a 11 km de Manágua. Puerto Cabezas também tem aeroporto.
História
À época da descoberta, habitavam a costa do Pacífico índios de cultura nahua (asteca), os nicaraos, de cujo nome deriva a palavra Nicarágua. Na costa leste viviam os mosquitos, de cultura chibcha.
Descoberta e fase colonial. Em sua última viagem à América, Cristóvão Colombo chegou à foz do rio San Juan em 16 de setembro de 1502. Em 1522, Gil González Dávila, vindo do Panamá, chegou a atravessar o lago Nicarágua, mas foi expulso pelos nativos. A colonização só se iniciou em 1524, com a vinda de Francisco Hernández de Córdoba -- preposto de Pedrarias Dávila, governador do Panamá --, que fundou as cidades de Granada e León.
Pedrarias foi nomeado governador da Nicarágua em 1527. Em seguida, a colônia passou sucessivamente da jurisdição da audiência de Panamá à de Los Confines, Honduras e, em 1570, à da Guatemala. Após um breve ciclo de extração de ouro, a economia progrediu lentamente. Logo surgiu uma intensa rivalidade entre as cidades coloniais de León, sede administrativa e centro intelectual liberal, e Granada, centro agrícola de aristocracia conservadora, enriquecida pelo comércio com a Espanha, feito pelo rio San Juan.
Entre os séculos XVI e XVII, ambas as cidades coloniais foram vítimas de ataques de piratas. No fim do século XVIII, a Grã-Bretanha exercia um virtual protetorado sobre índios e zambos do litoral do Caribe, onde se criara a comunidade de Bluefields. Apesar dos ataques e de alguns terremotos devastadores, a colônia prosperou nesse período. Em 1786, as províncias da Nicarágua, da Costa Rica e a alcaidaria-mor de Nicoya foram reunidas para constituir a intendência da Nicarágua.
Independência. Por influência dos movimentos revolucionários do México e de El Salvador, em 1811 ocorreu em León e estendeu-se a Granada uma revolta dominada sem muita violência. Em 1821, a capitania geral da Guatemala proclamou-se independente. Granada manteve-se integrada ao novo país, mas León declarou sua independência. Em 1822, as duas cidades uniram-se ao império mexicano. Granada, porém, insurgiu-se antes da abdicação de Agustín de Iturbide (1823) e proclamou a república.
Em 1826, mediante uma primeira constituição, toda a Nicarágua integrou-se às Províncias Unidas da América Central, federação de que se afastou em 1838. Em 12 de novembro desse ano, no governo de José Núñez, promulgou-se nova constituição que definia a Nicarágua como um estado soberano e independente.
Intervenções estrangeiras. Na intenção de abrir, entre o lago Nicarágua e o Pacífico, um canal que desse acesso ao Atlântico pelo San Juan, em 1848 os britânicos voltaram a ocupar a foz daquele rio. Os Estados Unidos tinham igual interesse e, poucos anos depois, Cornelius Vanderbilt implantou na Nicarágua um sistema de barcos e veículos terrestres que permitia passar de um oceano a outro.
Em 1850, os dois países comprometeram-se a respeitar a independência da área e a neutralidade do canal, se fosse construído, o que não ocorreu.
As lutas entre os liberais de León e os conservadores de Granada permitiram que, em 1856, o aventureiro americano William Walker chegasse à presidência da Nicarágua. Foi, porém, deposto em 1857 pelo esforço conjunto dos países limítrofes, de Vanderbilt e dos liberais, que o haviam contratado para tomar Granada.
A partir de 1857, sucederam-se vários presidentes conservadores até 1893. Nessa fase, de relativa paz, instalou-se a capital em Manágua, o que aliviou os conflitos entre León e Granada; o Reino Unido devolveu a costa oriental, que se tornou reserva indígena autônoma; iniciou-se o cultivo do café; e construiu-se a ferrovia Granada-Corinto.
No governo do liberal José Santos Zelaya (1893-1909) estabeleceu-se a jurisdição nicaraguana sobre a reserva dos mosquitos.
Tutela americana. A insolvência financeira da Nicarágua motivou a intervenção dos Estados Unidos, que forçaram Zelaya a renunciar e não reconheceram seu sucessor, José Madriz. Os americanos passaram a controlar a alfândega, o banco central e as ferrovias do país. A humilhação nacional levou à revolução de 1912, sufocada por fuzileiros navais americanos, que contribuíram para manter o presidente conservador Adolfo Díaz no governo até 1917. Seus sucessores, Emiliano Chamorro (1917-1921) e Diego Manuel Chamorro (1921-1923), também receberam apoio americano.
Uma nova intervenção ocorreu em 1926, quando Adolfo Díaz, em seu segundo período presidencial (1926-1928), pediu a ajuda dos fuzileiros. Os líderes liberais José María Moncada, Juan Bautista Sacasa e César Augusto Sandino lançaram-se à guerrilha, mas os primeiros recuaram ante a promessa americana de garantir eleições livres. Somente Sandino manteve a luta contra a ocupação.
Família Somoza. Moncada (1928-1933) e Sacasa (1933-1936) exerceram a presidência. Com a retirada dos fuzileiros (1933), Sandino depôs as armas e reconciliou-se com Sacasa, mas foi assassinado em 1934 por ordem do general Anastasio (Tacho) Somoza García, sobrinho de Sacasa e comandante da Guarda Nacional criada pelos americanos na gestão de Díaz.
Eleito presidente em 1937, durante vinte anos Somoza controlou a política do país, diretamente ou por interpostas pessoas. Assassinado em 1956, foi substituído pelo filho Luís Somoza Debayle (1957-1963). René Schick Gutiérrez (1963-1966), morto no exercício da presidência, foi sucedido por Lorenzo Guerrero Gutiérrez (1966-1967), a que se seguiu Anastasio (Tachito) Somoza Debayle, irmão mais novo de Luís.
Aproveitando-se do terremoto que, em 1972, arrasou Manágua, Somoza obteve do Congresso poderes ilimitados. Cresceram a oposição e a guerrilha, esta movida pela Frente Sandinista de Liberación Nacional (FSLN). O assassinato, em janeiro de 1978, do líder oposicionista Pedro Joaquín Chamorro, diretor do mais importante jornal do país, La Prensa, gerou protestos e greves que culminaram na guerra civil.
Em 22 de agosto de 1978, sandinistas chefiados por Edén Pastora, o Comandante Zero, tomaram o Palácio Nacional, em Manágua, e mais de mil reféns. Somoza teve que atender às exigências dos guerrilheiros e acabou por renunciar, em 17 de julho de 1979. Asilou-se nos Estados Unidos e depois no Paraguai, onde foi assassinado em 1980. A guerra civil custou mais de trinta mil vidas e destroçou a economia do país.
Regime sandinista. A Junta de Reconstrução Nacional revogou a constituição, dissolveu o Congresso e substituiu a Guarda Nacional pelo Exército Popular Sandinista.
Até que se elaborasse nova carta, promulgou-se um Estatuto de Direitos e Garantias. Nacionalizou-se a indústria em grande parte e introduziu-se um sistema de planificação central. Desapropriaram-se as grandes extensões de terras da família Somoza e as grandes fazendas improdutivas.
O estreitamento das relações com países do bloco comunista fez com que, em 1981, os Estados Unidos suspendessem a ajuda econômica à Nicarágua. Enquanto os moderados protestavam contra o adiamento das eleições e passavam à oposição, cerca de dois mil antigos membros da Guarda Nacional, os "contras", baseados em Honduras e com o apoio dos Estados Unidos, desencadearam ataques guerrilheiros à Nicarágua.
A eles aderiram os mosquitos, contrários às medidas para sua integração.
Em novembro de 1984 realizaram-se eleições presidenciais e para uma assembléia constituinte, com o boicote de boa parte da oposição. Eleito com mais de sessenta por cento dos votos, o líder da FSLN Daniel Ortega assumiu a presidência em janeiro de 1985. A FSLN também obteve a maioria das cadeiras da Assembléia Constituinte. Em janeiro de 1987, promulgou-se a nova constituição.
Prosseguiam, contudo, a luta dos "contras" e os atritos com os Estados Unidos, que os esforços do chamado Grupo de Contadora (México, Venezuela, Panamá e Colômbia) não conseguiram extinguir. Em 1987 e 1988 firmaram-se em Esquipulas, na Guatemala, acordos para o desenvolvimento de um plano destinado a desarmar e repatriar os "contras" baseados em Honduras.
Em 1988, depois de libertar quase dois mil ex-membros da Guarda Nacional, Ortega assinou uma lei de reforma eleitoral que incluía a realização de eleições amplas e livres em 1990, e uma nova lei de imprensa que garantia maior participação dos oposicionistas nos meios de comunicação.
Para supervisionar as eleições, criou-se o Supremo Conselho Eleitoral, com três membros sandinistas e dois da oposição. Simultaneamente, contudo, o presidente americano George Bush autorizou nova ajuda aos "contras" e prorrogou o embargo comercial contra a Nicarágua até a realização das eleições livres.
Em 1990, com apoio dos Estados Unidos, Violeta Barrios de Chamorro, viúva do líder assassinado em 1978, venceu as eleições presidenciais. A transição do poder foi pacífica e seguiram-se acordos de desarmamento e cessar-fogo, apesar da relutância de algumas facções.
Segundo a constituição de 1987, a Nicarágua é uma república presidencialista unicameral, com uma assembléia nacional de 92 membros eleitos por voto direto para mandatos de seis anos. A carta, que também consagra os princípios de pluralismo político e economia mista, também reconhece os direitos socioeconômicos da população. Administrativamente, o país se divide em 16 departamentos.
Sociedade e cultura
O governo sandinista realizou intenso esforço nas áreas de educação e saúde. Com os conflitos na década de 1980, porém, reverteram-se alguns avanços sociais. Na área educacional, uma das conquistas foi o aumento dos índices de escolarização e alfabetização. O ensino superior conta com uma universidade em Manágua e a Universidade Nacional, em León.
Não há religião oficial na Nicarágua, mas a imensa maioria da população é católica. Há também minorias de protestantes morávios, batistas, episcopais e pentecostais. A comunidade judaica é reduzida.
A literatura nicaragüense projetou-se no mundo com o modernista Rubén Darío, considerado um dos maiores poetas hispano-americanos. Destacaram-se depois Santiago Argüello, Antonio Medrano, Salvador Sacasa, José Teodoro Olivares, Azarias Pallais, Salomón de la Selva e Alfonso Cortés. Hernán Robleto escreveu o famoso romance Sangre en el trópico, la novela de la intervención yanqui en Nicaragua (1930).
Em 1928, surgiu o grupo de poetas Vanguarda, que conciliava o nacionalismo revolucionário, o humorismo iconoclasta e a fé católica. Seus principais representantes foram José Coronel Urtecho, o fundador, Pablo Antonio Cuadra e Joaquín Pasos. A partir da década de 1960, os poetas Ernesto Mejía Sánchez e, sobretudo, Ernesto Cardenal exerceram grande influência.
No romance, salientaram-se Juan Felipe Toruño, Fernando Silva Espinosa, Sergio Ramírez e Fernando Centena Zapata. Na música, José de la Cruz Mena é o nome mais importante. As manifestações artísticas mais destacadas dos índios que habitavam a Nicarágua são as cerâmicas decoradas. León e Granada conservam muitos edifícios antigos. Os principais museus são o Nacional, em Manágua, e o Tenderi, em Masaya
geografia de nicaragua
Nicarágua é a maior das repúblicas da América Central, ao sul do México, situada entre o Caribe e o Pacífico.
HIDROGRAFIA
Há montanhas vulcânicas ativas paralelas à costa ocidental. O sul é dominado pelos lagos Manágua e Nicarágua.
CLIMA
O clima é tropical, com chuvas em maio e outubro. A agricultura é a principal atividade ecônomica, com algodão, café, cana-de-açucar e frutas como principais exportações. São extraídos ouro, prata e cobre.
HIDROGRAFIA
Há montanhas vulcânicas ativas paralelas à costa ocidental. O sul é dominado pelos lagos Manágua e Nicarágua.
CLIMA
O clima é tropical, com chuvas em maio e outubro. A agricultura é a principal atividade ecônomica, com algodão, café, cana-de-açucar e frutas como principais exportações. São extraídos ouro, prata e cobre.
informaçoes basicas
Informações Básicas
Capital Manágua
Governo república
Moeda cordoba (NIO)
Área 129.494 km2
População 5.023.818
Idioma espanhol
Religião católico romano 85%
Código telefônico +505
Internet TLD .ni
Fuso horário UTC-6
Capital Manágua
Governo república
Moeda cordoba (NIO)
Área 129.494 km2
População 5.023.818
Idioma espanhol
Religião católico romano 85%
Código telefônico +505
Internet TLD .ni
Fuso horário UTC-6
república da nicaragua
REPÚBLICA DE NICARÁGUA (15/09/1821)
ex-Federação Centro-Americana (1823 a 1838)
Lema: "EN DIOS CONFIAMOS"
("Em Deus Confiamos")
Nicaragua
Capital: Manágua.
Religião: Cristianismo 89,3% (católicos), outras 10,7% (1992).
Localização: centro-oeste da América Central.
Características: Planície costeira (litoral L); cadeia vulcânica (litoral O) e cordilheira central (de NO a SE); zona baixa e com lagos entre as duas cadeias; meseta (N); terras baixas (L); depressão da Nicarágua formando os lagos de Manágua (O) e Nicarágua (S).
Cidades principais: León, Granada, Masaya, Chinandega, Matagalpa. Cidades Costeiras: Puerto Cabezas, Prinzapolka, Bluefields, Punta Gorda pelo lado do Caribe, e no lado Pacífico estão, Corinto, Masachapa e Puerto Sandino.
Ponto mais elevado: Montanha Dipilto-Jalapa com altura de 2.107 metros.
Divisão administrativa: 15 departamentos e 2 regiões autônomas.
Moeda (numismática): Córdoba Nova / Córdoba Ouro (Gold Cordoba). Código internacional ISO 4217: NIO. O nome da moeda Cordoba deriva de Francisco Fernandez Cordoba (1475-1526), explorador espanhol que descobriu Yucatán (México).
A Nicarágua é o maior país da América Central. A população concentra-se no lado ocidental, voltado para o Oceano Pacífico.
Uma cadeia montanhosa com vulcões ativos e dois grandes lagos isolam o lado oriental, voltado para o oceano Atlântico e dominado pela planície dos Miskitos.
Seu clima é tropical, em parte amenizado pela altitude. A Nicarágua produz algodão, café e açúcar - seus principais produtos de exportação.
A economia ainda não se recuperou da prolongada guerra civil, que durou praticamente toda a década de 80, época em que os sandinistas estavam no poder
ex-Federação Centro-Americana (1823 a 1838)
Lema: "EN DIOS CONFIAMOS"
("Em Deus Confiamos")
Nicaragua
Capital: Manágua.
Religião: Cristianismo 89,3% (católicos), outras 10,7% (1992).
Localização: centro-oeste da América Central.
Características: Planície costeira (litoral L); cadeia vulcânica (litoral O) e cordilheira central (de NO a SE); zona baixa e com lagos entre as duas cadeias; meseta (N); terras baixas (L); depressão da Nicarágua formando os lagos de Manágua (O) e Nicarágua (S).
Cidades principais: León, Granada, Masaya, Chinandega, Matagalpa. Cidades Costeiras: Puerto Cabezas, Prinzapolka, Bluefields, Punta Gorda pelo lado do Caribe, e no lado Pacífico estão, Corinto, Masachapa e Puerto Sandino.
Ponto mais elevado: Montanha Dipilto-Jalapa com altura de 2.107 metros.
Divisão administrativa: 15 departamentos e 2 regiões autônomas.
Moeda (numismática): Córdoba Nova / Córdoba Ouro (Gold Cordoba). Código internacional ISO 4217: NIO. O nome da moeda Cordoba deriva de Francisco Fernandez Cordoba (1475-1526), explorador espanhol que descobriu Yucatán (México).
A Nicarágua é o maior país da América Central. A população concentra-se no lado ocidental, voltado para o Oceano Pacífico.
Uma cadeia montanhosa com vulcões ativos e dois grandes lagos isolam o lado oriental, voltado para o oceano Atlântico e dominado pela planície dos Miskitos.
Seu clima é tropical, em parte amenizado pela altitude. A Nicarágua produz algodão, café e açúcar - seus principais produtos de exportação.
A economia ainda não se recuperou da prolongada guerra civil, que durou praticamente toda a década de 80, época em que os sandinistas estavam no poder
sexta-feira, 18 de maio de 2007
taxa de mortalidade
Taxa de mortalidade infantil: total: 25,82 mortes/1.000 nascimentos
homens: 29 mortes/1.000 nascimentos
mulheres: 22,47 mortes/1.000 nascimentos (2006 est.)
Ano Taxa de mortalidade infantil Posição Mudança Porcentual Data da Informação
2003 29,96 95 2003 est.
2004 29,32 87 -2,14% 2004 est.
2005 26,47 90 -9,72% 2005 est.
2006 25,82 90 -2,46% 2006 est
homens: 29 mortes/1.000 nascimentos
mulheres: 22,47 mortes/1.000 nascimentos (2006 est.)
Ano Taxa de mortalidade infantil Posição Mudança Porcentual Data da Informação
2003 29,96 95 2003 est.
2004 29,32 87 -2,14% 2004 est.
2005 26,47 90 -9,72% 2005 est.
2006 25,82 90 -2,46% 2006 est
honduras
As Honduras foram uma possessão espanhola até 1821. Em 1823, aderiram às Províncias Unidas da América Central, com mais quatro nações vizinhas.
1838 Declaração de independência plena.
1890 Empresas norte-americanas de bananas estabelecem várias plantações no país.
1932-1949 Ditadura do general Tiburcio Carías Andino do Partido Nacional.
1954 O presidente eleito pelo partido liberal, Villeda Morales, foi deposto.
1957 Villeda é reeleito.
1963 Golpe militar.
1969 Guerra do Futebol durante treze dias, provocada pelo campeonato do mundo.
1980 O PL vence as eleições, mas é o general Alvarez a deter o poder efectivo. Iniciam-se manobras militares juntamente com os EUA.
1982-1983 Alvarez manda prender sindicalistas; actuações dos esquadrões da morte.
1984 Restauração da democracia.
1988 12.000 rebeldes dos Contra são obrigados a sair das Honduras e vão para a Nicarágua.
1990 As tropas dos Contra deixam o país.
1995 Os militares desafiam as queixas de violações de direitos humanos.
Presidente
Carlos Roberto Flores Facussé
Independência
15 de Setembro de 1821
Área
112.087 Km2
Capital
Tegucigalpa
População
5,9 Milhões
Língua Oficial
Espanhol e Dialectos Índios
Origens étnicas
Mestiços, Índios, Negros e Brancos
Religião
97 % Católicos Romanos, Protestantes
Tx. Crescimento Populacional (1995-2000)
27,4 %
Tx Populacional < 15 anos (2000)
41,6 %
Esperança de Vida à Nascença (1995-2000)
69,8 %
Índice de analfabetização
27,3 %
Nº televisões / 1000 hab.
95
Moeda
Lempira
1 $USD = 15.00 Lempiras (19-10-2000)
PNB per capita (1999)
$USD 760
Electricidade
110 V / 60 Hz
Sistema T.V.
NTSC
1838 Declaração de independência plena.
1890 Empresas norte-americanas de bananas estabelecem várias plantações no país.
1932-1949 Ditadura do general Tiburcio Carías Andino do Partido Nacional.
1954 O presidente eleito pelo partido liberal, Villeda Morales, foi deposto.
1957 Villeda é reeleito.
1963 Golpe militar.
1969 Guerra do Futebol durante treze dias, provocada pelo campeonato do mundo.
1980 O PL vence as eleições, mas é o general Alvarez a deter o poder efectivo. Iniciam-se manobras militares juntamente com os EUA.
1982-1983 Alvarez manda prender sindicalistas; actuações dos esquadrões da morte.
1984 Restauração da democracia.
1988 12.000 rebeldes dos Contra são obrigados a sair das Honduras e vão para a Nicarágua.
1990 As tropas dos Contra deixam o país.
1995 Os militares desafiam as queixas de violações de direitos humanos.
Presidente
Carlos Roberto Flores Facussé
Independência
15 de Setembro de 1821
Área
112.087 Km2
Capital
Tegucigalpa
População
5,9 Milhões
Língua Oficial
Espanhol e Dialectos Índios
Origens étnicas
Mestiços, Índios, Negros e Brancos
Religião
97 % Católicos Romanos, Protestantes
Tx. Crescimento Populacional (1995-2000)
27,4 %
Tx Populacional < 15 anos (2000)
41,6 %
Esperança de Vida à Nascença (1995-2000)
69,8 %
Índice de analfabetização
27,3 %
Nº televisões / 1000 hab.
95
Moeda
Lempira
1 $USD = 15.00 Lempiras (19-10-2000)
PNB per capita (1999)
$USD 760
Electricidade
110 V / 60 Hz
Sistema T.V.
NTSC
quarta-feira, 16 de maio de 2007
segunda-feira, 14 de maio de 2007
clima Honduras pode ser dividida em quatro regiões geográficas: (1) as planícies orientais e encostas das montanhas orientais; (2) o litoral norte, planícies aluviais e serras litorâneas; (3) as terras elevadas do interior; (4) as planícies do Pacífico e baixas encostas das montanhas.
É o país mais montanhoso da América Central, constituído de cadeias cortadas por uma depressão no sentido norte-sul. As cadeias do leste e do oeste (serras de Pija, de Yoro e de Paya), culminam com a altitude de 2.700m e se prolongam ao sul por maciços vulcânicos. Nas montanhas, os vales e as bacias interiores encontram-se entre 600 e 1.500m de altitude.
O litoral norte, baixo e pantanoso, está parcialmente drenado. O litoral do Pacífico e as baixas encostas possuem solos férteis de origem aluvial e outros solos derivados da decomposição de rochas vulcânicas. Nas planícies costeiras o clima é geralmente quente e úmido, mas ameniza-se com a altitude. Distinguem-se no país três regiões climáticas: a do litoral do Atlântico, quente, úmida e insalubre; a dos montes e vales interiores, de clima temperado; e a das planícies e da vertente do Pacífico, muito quente e relativamente seca. Nas partes mais quentes a temperatura oscila entre 26 e 28o C, e cai para 10o C nas grandes elevações.
É o país mais montanhoso da América Central, constituído de cadeias cortadas por uma depressão no sentido norte-sul. As cadeias do leste e do oeste (serras de Pija, de Yoro e de Paya), culminam com a altitude de 2.700m e se prolongam ao sul por maciços vulcânicos. Nas montanhas, os vales e as bacias interiores encontram-se entre 600 e 1.500m de altitude.
O litoral norte, baixo e pantanoso, está parcialmente drenado. O litoral do Pacífico e as baixas encostas possuem solos férteis de origem aluvial e outros solos derivados da decomposição de rochas vulcânicas. Nas planícies costeiras o clima é geralmente quente e úmido, mas ameniza-se com a altitude. Distinguem-se no país três regiões climáticas: a do litoral do Atlântico, quente, úmida e insalubre; a dos montes e vales interiores, de clima temperado; e a das planícies e da vertente do Pacífico, muito quente e relativamente seca. Nas partes mais quentes a temperatura oscila entre 26 e 28o C, e cai para 10o C nas grandes elevações.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
localizaçao de honduras
As Honduras são um país da América Central, limitado a norte pelo Golfo das Honduras, a norte e a leste pelo Mar das Caraíbas (por onde possui fronteira marítima com o território colombiano de San Andrés e Providencia), a sul pela Nicarágua, pelo Golfo de Fonseca e por El Salvador e a oeste pela Guatemala. Capital: Tegucigalpa.
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